Carretera Pan-americana

 

No dia 16 de abril de 1928, partiu do Rio de Janeiro a “Expedição  Brasileira da Estrada Panamericana”. Comandava-a o então tenente do Exército Leônidas Borges de Oliveira. Seguiram sob suas ordens Francisco Lopes da Cruz, como observador, e Mário Fava, como mecânico.

Em dois automóveis Ford Modelo T, esses brasileiros tinham por missão descobrir, abrir e projetar a rota onde, futuramente, seria construída, em condições ideais, uma rodovia que interligasse as Três Américas. 

A iniciativa extremamente arrojada logrou pleno êxito, constituindo-se em façanha poucas vezes registrada na história do automobilismo mundial. Durante 10 anos, a Expedição percorreu 28 mil quilômetros de estradas, picadas, caminhos, matagais e florestas de 15 países.  

Miniaturas (resina, escala 1:18) dos dois Ford Modelo T que protagonizaram a Expedição Carretera Pan-americana, em 1928

Ford Modelo T 1925 (esq. - apelidado de São Paulo) e Ford Modelo T 1918 (apelidado de Brasil)

 

Os bravos fordinhos saíram do Rio de Janeiro em 1928 e chegaram aos Estados Unidos em 1938; foram recepcionados por ninguém menos que Henry Ford, que ofereceu aos expedicionários brasileiros uma fortuna pelos automóveis

 

É fácil imaginar as dificuldades de todas as espécies, enfrentadas e dominadas pelos e dominadas pelos expedicionários. Foram cruzadas selvas centenárias, rios caudalosos e a temível Cordilheira dos Andes, isso tudo abrindo caminhos com pás, picaretas e dinamite. Mas, apesar de todos os obstáculos, depois de dez anos de esforços sobre-humanos, o trabalho completo da exploração da futura rodovia foi concluído. 

Chegando a Detroit, os Expedicionários foram recebidos pelo pioneiro da indústria automobilística, Henry Ford, entre outros tantos nomes importantes. Em Washington, ponto final da expedição, foram recebidos pelos ministros de Estado Cordel Hull e da Defesa Harry Woodring, e receberam todas as honrarias do então presidente Franklin Delano Roosevelt. 

A “Carretera Panamericana” é, hoje, uma realidade, por isso a memória do feito grandioso precisa ser resgatada e o trabalho desses intrépidos aventureiros reconhecido.

O feito

Dez anos se passaram e de volta às origens, nos Estados Unidos da América, os dois destemidos automóveis “Ford Modelo T” chegaram a Detroit, onde foram recebidos, pessoalmente, pelo seu idealizador e construtor, o grande Henry Ford.  

Na Ford Motor Company, os expedicionários Leônidas Borges de Oliveira (tenente), Mário Fava (mecânico) e Francisco Lopes da Cruz (engenheiro) detalharam para a diretoria da empresa o trabalho executado pela Expedição e a bravura dos autos em tão difícil travessia. Mr. Edgar Charles Row os acompanhou em visita às instalações da fábrica, mostrando a moderna linha de montagem, onde estavam sendo produzidos os potentes V8, que tanto sucesso faziam na época. 

Mapa da Carretera Pan-americana, que percorreu 17 países entre as três Américas

 

Orgulhoso pelo desempenho e audácia dos autos por ele fabricados, na realização da incrível façanha de cruzar as Três Américas, Henry Ford ofereceu alta soma em dinheiro pelos dois “Modelo T”, com intuito de incorporá-los ao Museu Henry Ford, mas os expedicionários eram conscientes da importância da participação dos dois automóveis na concretização do sonho de projetar a futura “Carretera Panamericana” e não aceitaram a proposta. 

Embarcados em navio, regressaram juntos com os membros da Expedição à saudosa pátria brasileira e, hoje, o automóvel Ford “Brasil”, reformado na época, no México, encontra-se no Museu dos Transportes da CMTC, na capital paulista, e o automóvel Ford “São Paulo” sucumbiu pelo desprezo dos governantes a nossa história, apodrecendo em um terreno nas imediações do Museu do Ipiranga.

 

ACOMPANHE UMA NOVA EXPEDIÇÃO

 

Fonte: Portal Carretera Pan-americana

 

Os três expedicionários brasileiros (a partir esq.): tenente Leônidas Borges, engenheiro Francisco Lopes e mecânico Mário Fava; embaixo da foto, os dois Fordinhos Modelo T do evento

A expedição brasileira, ao chegar aos EUA, visitou o então presidente americano Franklin Roosevelt

 

Dentre os inúmeros perigos vividos pelos expedicionários brasileiros, destacam-se as estradas íngremes e de terra em montanhas e a travessia de rios

Foto histórica: Henry Ford recepciona os bravos expedicionários, em Detroit; à esquerda, foto do engenheiro paulista Beto Braga, mentor de uma nova expedição (ocorrida em 2008)

 

 

 

 

 

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